A Associação
Amigos do Meio Ambiente (AMA) segue na luta para que as compensações ambientais
referentes às obras de ampliação da Celulose Rio-grandense fiquem em Guaíba. Em
reunião realizada na segunda-feira, 22, representantes da entidade acompanharam
o prefeito Henrique Tavares ao Palácio Piratini e reforçaram ao Chefe da Casa
Civil do Estado, Carlos Pestana, e à Chefe Adjunta da pasta, Mari Perusso, o
interesse em destinar os R$ 30 milhões para áreas de preservação ambiental do
município.
O
Coordenador Administrativo da AMA, Túlio Carvalho, saudou o encontro. Segundo ele,
os representantes do Governo do Estado manifestaram o mesmo entendimento da AMA
sobre a questão: de que a população de Guaíba, cidade sede e mais impactada
pelas obras de ampliação, deve opinar diretamente sobre a destinação da verba.
“Entendemos que foi muito positivo o encontro. O Governo do Estado parece ter o
mesmo entendimento da AMA: de que uma audiência pública deve ser realizada para
sabermos o que a comunidade de Guaíba quer, e quais áreas que os guaibenses
acham que devem ser beneficiadas com os valores da compensação”, observa Túlio.
Arroio Passo Fundo e área desativada do DAER também estiveram na pauta
Outras duas
reivindicações do Executivo guaibense foram levadas aos gestores da Casa Civil.
A primeira delas, relativa à área do Departamento Autônomo de Estradas e
Rodagens (DAER). O local se encontra desocupado e seria destinado à realização
de cursos para qualificação profissional, visando a disponibilidade de mão de
obra para a alta demanda que as obras de ampliação da Celulose Riograndense devem
gerar.
A
outra solicitação diz respeito aos recursos oriundos da Consulta Popular de
2007. Metade da verba prevista não foi repassada ao Programa de Educação
Ambiental do Arroio Passo Fundo. As atividades, coordenadas pela AMA,
organizaram ações junto a escolas da região nos anos de 2009 e 2010. A segunda
etapa prevista para o projeto dependia do repasse, que não aconteceu.
Mari
Perusso garantiu que vai encaminhar as solicitações aos órgãos competentes e destacou
o canal de diálogo aberto com o Executivo e a sociedade guaibense. “O que o nosso Governo quer
é justamente isso: uma ação coordenada com os administradores municipais
a fim de agilizar a resolução das principais demandas locais”, disse.
Além de
Túlio Carvalho, a AMA estava representada por João Bosco Ayala (Coordenador de
Patrimônio Histórico e Cultural), Eduardo Quadros (Coordenador Técnico) e
Ricardo Jardim (Coordenador Financeiro).
Foto: Letícia Vargas
