segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

AMA acompanha investigação sobre a morte de peixes no conduto da Celupa


Na manhã de domingo, dia 17, a AMA recebeu a ligação da SMAMA para verificar a mortandade de peixes no conduto da CELUPA.  A população assustou-se com a quantidade de animais sem vida no local, tendo em vista que há atividades de pesca e dessedentação (utilização da água para consumo animal).
O engenheiro ambiental da AMA, Eduardo Quadros, acredita que a morte dos animais não tem origem em contaminação química. “Em vistoria ao local (fundos do bairro Chácara das Paineiras), devido às características observadas em campo, não parece ser o caso de contaminação química, é possível dizer que a causa mais provável da mortandade é a falta de oxigênio dissolvido na água, já que havia grande quantidade de peixes mortos e outros nadando lentamente na superfície da água buscando oxigênio”, observa.
Outro fator que corrobora com a teoria da falta de oxigênio é que não foram observados outros animais mortos, como aves e tartarugas. Grande parte do conduto está coberta por macrófitas aquáticas (Aguapés), o que pode explicar a falta de oxigênio na água. “A decomposição da matéria orgânica proveniente da vegetação morta consome oxigênio, que acaba ficando indisponível para os peixes. Esta hipótese pode ser confirmada com a análise da água, o que tranquilizaria a população”, explicou Eduardo.
Assim que constatado o fato, a emergência ambiental da Fepam foi acionada pela AMA, na busca pela análise da água. Devido à impossibilidade de envio da equipe do órgão estadual ao local, em função da demanda de trabalho no litoral gaúcho, articulou-se, através de solicitação da Prefeitura Municipal, que as análises fossem realizadas pela CORSAN. A coleta foi feita na manhã de quarta-feira, 20, e os resultados devem estar prontos em cerca de dez dias.
O engenheiro Eduardo levanta uma questão importante, a partir do ocorrido no conduto: “Hoje Guaíba não tem uma estrutura adequada para o atendimento a emergências ambientais, onde um tempo de resposta curto pode ser decisivo para a proteção ao ambiente e à população. Faz-se necessária esta discussão para que a cidade esteja preparada caso ocorra algum fato como este ou ainda de maior gravidade”, alerta.





Fotos: Naieth Baggio e Eduardo Quadros