O editor da Gazeta Centro Sul, Leandro André, entrou em contato com a AMA para saber o posicionamento da entidade a respeito da iniciativa de tradicionalistas que revindicam a área verde do Parque Coelhão para a instalação de um acampamento permanente e a realização de outras atividades do universo aampeiro.Confira abaixo a manifestação da AMA e clique aqui para ler a matéria publicada na GCS do dia 16 de fevereiro.
Em primeiro lugar, a AMA saúda qualquer iniciativa que tenha como objetivo levantar a discussão sobre a utilização adequada e funcional de uma área como a do Parque Ruy Coelho Gonçalves (Coelhão). A manifestação do movimento tradicionalista de cogitar a ocupação da sociedade civil em um local com históricos problemas sociais demonstra que a sociedade guaibense zela pelos seus espaços públicos.
Por outro lado, a AMA entende que se trata de uma área verde de localização estratégica na cidade, com valor natural intrínseco, sendo refúgio de fauna e contribuindo, juntamente com o Morro José Lutzenberger (Morro da Hidráulica), para a regulação do microclima e a purificação do ar no centro de Guaíba.
Portanto, acreditamos que qualquer ocupação dessa área deva passar por ampla discussão entre as partes interessadas. Esse debate possibilita um planejamento de usos que conjugue práticas de lazer com a vocação da área como espaço de preservação e aprendizado ambiental.
Nesse sentido, a AMA buscará o contato com os representantes do movimento tradicionalista para discutir as propostas e contribuir para os encaminhamentos pertinentes.
Cabe uma última observação: mais do nunca se faz importante o debate sobre essas áreas verdes, tendo em vista a possibilidade de Guaíba captar recursos referentes à medida compensatória das obras de ampliação da CMPC. Para tanto, necessariamente deve ser criada uma Unidade de Conservação no município, e o Morro José Lutzenberger é historicamente cogitado como local prioritário para isso.